As metas, recomendações e acordos globais sobre a água e assuntos conexos, como a Agenda 2030, para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), são as questões em abordagem, na abertura do 8º Fórum Mundial da Água, que decorre em Brasília, Brasil.
A cerimónia oficial desta reunião, que decorreu no Palácio de Itamaraty, com a presença de 14 chefes de Estado, foi presidida pelo Presidente do Brasil, Michel Temer, que referiu que mais de dois biliões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável e mais de dois biliões e 600 milhões percorrem meia hora à procura deste precioso líquido.
A delegação angolana, neste fórum, é chefiada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, em representação do Presidente da República, João Lourenço.
Neste encontro, que decorre até 23 de Março, o titular da Energia e Águas de Angola vai partilhar as metas alcançadas até ao momento no subsector das águas, além de avançar os desafios do Executivo, no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) e do Produtos de Investimentos Públicos (PIP).
O país participa neste encontro num momento em que fez avultados investimentos de 2012 a 2017, valores que permitiram a melhoria do abastecimento de água em várias regiões do país.
A título de exemplo, até 2016, a taxa de cobertura da população com água potável fixou-se em 67 porcento, dos 75% previstos, no âmbito do PND.
No mesmo período, a produção média de água potável nas sedes provinciais atingiu os 587 mil e 300 metros cúbicos de água, dos mais de 1398 previstos no PND, de acordo com o relatório do Ministério da Energia e Águas.
Durante cinco anos (2012-2017), foram ampliados os sistemas de abastecimento de água, nas cidades do Huambo, Malanje, N’Dalatando, Luena, Lubango, Menongue, Uíge, Ondjiva, Namibe, Dundo, Saurimo, Kuito, Sumbe e Luanda.
No caso da província de Luanda, até Maio de 2017, foram realizadas cerca de 521 mil 414 novas ligações domiciliares, das 700 mil previstas, que corresponde a uma taxa de 74% .
Em curso está a expansão das redes de distribuição e ligações domiciliares, nas províncias do Uíge, Malange, Cuanza Norte, Lunda Norte, Lunda Sul, Bié, Moxico, Huambo e Cunene, entre outras acções.
No fórum, os participantes, representantes de mais de 160 países, vão discutir também assuntos relacionados com a água e saneamento, o acordo sobre o Clima de Paris (COP-21), o de Sendai sobre redução de riscos e desastres naturais, a Nova Agenda Urbana (Habitat III), entre outros.
Além dos discursos políticos dos chefes das delegações dos países representados, o evento conta com centro de exposição, onde Angola apresenta as suas mais variadas potencialidades hídricas, com base em informações exibidas em telas.
De modo particular, o país apresenta o lema: “Angola, Compartilhando Recursos Hídricos Rumo à Sustentabilidade”.
O 8º Fórum Mundial da Água, que decorre no Centro Ulisses Guimarães, tem como foco principal a promoção de interesses políticos, técnicos, académicos e comerciais, especialmente na partilha dos recursos hídricos.
A necessidade de unir esforços para garantir a melhor gestão da água foi salientada durante a abertura do 8º Fórum Mundial da Água, que decorre sob lema “Compartilhando Água”.