Fauna e flora em volta da barragem de Laúca serão preservada
A fauna e flora à volta da zona que envolve a barragem de hidroeléctrica de Laúca, inaugurada hoje, serão preservadas, segundo garantias dadas pela ministra do Ambiente,Fátima Jardim
Para o efeito, uma equipa técnica foi criada pelo Ministério do Ambiente, para monitorar o cumprimento de todas as regras ligadas à preservação da biodiversidade na área envolvente à barragem, cuja primeira turbina começou a produzir 334 megawatts.
Desde o início da execução das obras de engenharia civil e electromecânica, em 2012, o Ministério do Ambiente sempre cuidou do asseguramento de todas as regras ambientais.
Explicou que a licença de operação ambiental já foi emitida, de modo a assegurar a certificação do investimento energético que o país fez com o aproveitamento dos recursos hídricos.
“Angola apostou no desenvolvimento sustentável, tem construído e realizado o progresso com sustentabilidade, e este projecto representa a aposta do Presidente da República, José Eduardo dos Santos”, salientou.
Para o ministro dos Petróleos, Botelho Vasconcelos, que destacou a importância da construção de Laúca para o desenvolvimento do país, o potencial do Rio Kwanza começa agora a ser transformado em fornecedor de energia eléctrica”.
Afirmou que o aumento da capacidade de produção de energia é fundamental para todos os sectores da actividade económica e social.
Por sua vez, o titular da pasta da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, ao referir-se do impacto positivo da entrada em funcionamento da barragem de Lauca, frisou que a mesma joga um papel importante para industrialização do país.
O bispo da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoista), Dom Afonso Nunes, uma das entidades eclesiásticas que testemunhou a cerimónia, enfatizou que a obra merece todos os títulos e elogios e constitui mais um marco na trajectória da reconstrução do país.
“Com a construção deste magnífico empreendimento estamos confiantes que o futuro será risonho e devemos trabalhar unidos para levarmos Angola nos patamares desejado”, concluiu.
Hoje, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos inaugurou a primeira turbina de 334 MW da central hidroelétrica da barragem de Lauca.
Quando funcionar em pleno, em 2018, a barragem vai produzir dois mil e 70 megawatts e poderá beneficiar oito milhões de angolanos.
Antes, e no âmbito da sua jornada de campo, José Eduardo dos Santos, fez o lançamento da primeira pedra para construção da barragem de Caculo Cabaça, na província do Cuanza Norte.
Caculo Cabaça, quando concluído em 2022, terá uma capacidade instalada de dois mil e 172 megawatts.